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grito negro

  • Foto do escritor: Leituras são atos
    Leituras são atos
  • 23 de jan. de 2019
  • 1 min de leitura

Atualizado: 17 de fev. de 2019



Eu sou carvão! E tu arrancas-me brutalmente do chão E fazes-me tua mina

Patrão!


Eu sou carvão! E tu acendes-me, patrão Para te servir eternamente como força motriz mas eternamente não

Patrão!


Eu sou carvão! E tenho que arder, sim E queimar tudo com a força da minha combustão.


Eu sou carvão! Tenho que arder na exploração Arder até às cinzas da maldição Arder vivo como alcatrão, meu irmão Até não ser mais a tua mina

Patrão!


Eu sou carvão! Tenho que arder Queimar tudo com o fogo da minha combustão.

Sim! Eu serei o teu carvão

Patrão.


José Craveirinha

In Obra poética I. Lisboa: Caminho, 1999. p. 12


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